Efeitos do álcool nas mulheres

24 Fevereiro 2005  |  Publicado por Editor BRAHA em Medicina & Saúde, Notícias, Álcool e Tabaco


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Na época mais quente do ano, a dobradinha verão e bebida alcoólica é praticamente indissociável. A Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead) alerta para os efeitos do consumo excessivo de álcool, especialmente no organismo feminino. A explicação é simples: as mulheres são muito mais vulneráveis aos efeitos da bebida do que os homens.

Segundo Ana Cecília Marques, presidente da Abead, vários são os fatores que podem explicar o crescimento do número de mulheres dependentes do álcool. Algumas pesquisas apontam, inclusive, aspectos sociais, como a presença cada vez maior das mulheres no mercado de trabalho e a idade precoce (entre 10 e 12 anos) do início do consumo de bebida alcoólica. “De outro lado, temos também a vulnerabilidade física da mulher, em decorrência da menor quantidade de água e maior porcentagem de gordura no organismo, se comparada aos homens.”

 

Ana Cecília explica que o corpo feminino, por ter menos água, metaboliza menos o álcool do que o masculino. É como se os órgãos ? estômago e fígado, principalmente ? recebessem a bebida pura, o que, ao longo do tempo, causa problemas como anemias, hemorragias, úlcera, cirrose, hipertensão, aneurisma etc. Isso não significa que todas as mulheres dependentes do álcool vão desenvolver uma ou o conjunto dessas doenças. “Vai depender da vulnerabilidade de cada uma.”

 

Outro fator que depõe contra as mulheres são os hormônios. A bebida consumida em excesso afeta a menstruação, que começa a falhar por alguns meses e, em outros casps, acentua os efeitos da tensão pré-menstrual (TPM). Também há registros de problemas de infertilidade e menopausa precoce. A médica ainda cita, no caso de grávidas que continuam consumir álcool, o aparecimento da síndrome fetal por álcool, doença que afeta 4% das mulheres, cuja característica é a má-formação do bebê, retardo mental e deficiência cardíaca.

 

Aceitação

 

Quanto ao tratamento, a presidente da Abead destaca que as mulheres têm mais dificuldade de assumir a dependência e por isso demorar a procurar ajuda. Entre as etapas, a primeira é chamada de fase de desintoxicação, para que o organismo fique livre das substâncias tóxicas. Num segundo momento, o ideal é uma terapia breve, que dura, em média, um ano. Remédios para o controle da depressão, caso haja, ou para reduzir a hipertensão também são utilizados.

 

Vale lembrar que a dependência do álcool é uma doença sem cura, mas há formas de estagnar o problema.

Informações no site www.abead.com.br

 

Fonte: Ellen Cristie/ Estado de Minas
Site relacionado: www.antidrogas.org.br

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