Álcool. Quem nunca conheceu um dependente que atire a primeira pedra

7 Outubro 2008  |  Publicado por Editor BRAHA em Cultura das Drogas, Álcool e Tabaco


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A dependência do álcool começa lentamente, geralmente por volta dos 20 anos ou final da adolescência, sendo agravada após os 30 anos. Na fase de dependência psicológica, indivíduo não se considera dependente, acredita que pode parar quando quiser. Como nessa fase não se deseja largar a bebida, …

A dependência do álcool começa lentamente, geralmente por volta dos 20 anos ou final da adolescência, sendo agravada após os 30 anos. Na fase de dependência psicológica, indivíduo não se considera dependente, acredita que pode parar quando quiser. Como nessa fase não se deseja largar a bebida, o indivíduo prossegue até que começa a se prejudicar. Antes de chegar nesse ponto, muitas advertências foram dadas pelas pessoas próximas, todas sempre desprezadas. Algumas vezes, até após o tratamento, o paciente não se convence de que é alcoólatra, culpando o cônjuge, o governo, o patrão, pela sua doença. Enquanto for negada sua condição de dependente do álcool, o paciente seguirá bebendo e se prejudicando.

O Centro de Tratamento Bezerra de Menezes trabalha com os 12 Passos dos Alcoólicos Anônimos e metodologia específica, cognitiva e comportamental, o que leva o paciente a conscientizar-se sobre a sua doença, os desafios e os caminhos a serem seguidos. Dessa forma, o paciente trabalha o auto-conhecimento, a auto-estima e as maneiras de conquistar seus desafios, modificando assim seus comportamentos, valores e sua vida.

Outro caminho que pode e deve ser procurado são os grupos de Alcoólicos Anônimos (AA). Em quase todo lugar existe um grupo de AA. Os resultados obtidos por meio da participação nesses grupos têm sido de grande eficácia, lembrando que mesmo após um tratamento, por ter uma doença incurável, o paciente deve seguir regularmente as reuniões de AA.

A família geralmente adoece junto com o dependente, passando a sofrer e a vivenciar as consequências. Ela também deve ser tratada. Para isso, é fundamental que procure um tratamento familiar ou ajuda nos grupos de familiares de alcoólatras, o Al-Anon, onde poderão conhecer novos caminhos para lidar com as difíceis fases da dependência e resgatar sua individualidade e auto-estima.

Infelizmente, o consumo do álcool tem aumentado a cada dia. Aproximadamente 10% de qualquer segmento populacional sofre diretamente em algum grau da doença do alcoolismo. No Brasil, podemos estimar uma população de aproximadamente 16 milhões de alcoólatras atualmente. Se para cada doente tivermos uma família com média de 2,75 pessoas (conforme o último censo), teremos então 44 milhões de indivíduos doentes físicas, emocionais e mentalmente, dentro do conceito de co-dependência desenvolvida pela família por conviver, em um relacionamento altamente disfuncional, com dependentes. Trata-se de uma “epidemia silenciosa”, que compromete gravemente a saúde global do país. Por isso, quem nunca teve um parente ou amigo com esse problema que atire a primeira pedra.

Fonte: Informativo do Centro de Tratamento Bezerra de Menezes


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