Ufa! A auto-ajuda existe

7 Outubro 2008  |  Publicado por Editor BRAHA em Cultura das Drogas, Informações Interessantes


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Por: Marco Chaddoud

De acordo com o presenciamento de algumas experiências, já era sabida a existência de grupos que auxiliavam pessoas que desejavam abandonar o vício do uso de drogas e álcool.

   No decorrer dos tempos, vamos ficando mais suscetíveis a encontrar novos casos mesmo que seja apenas através de leitura, imprensa e outras formas mas a verdade é que quando conhecemos um, acabamos por ter maior facilidade em conhecer outros, talvez porque de certa forma passamos a viver nesse meio, o de recuperar um doente, passamos a prestar mais atenção em novos casos para podermos aprimorar nossos conhecimentos de ajuda, fazemos comparações e acabamos descobrindo que apesar de cada caso ser um caso, todos têm um fundo de igualdade.

   O caminho da recuperação não é em nada fácil mas é muito menos complicado do que conviver com o vício, com a drogadicção. Vale citar que até se descobrir que existem meios para de deixar as drogas, o álcool e até outras formas de dependência - existem pessoas que têm compulsão por exemplo por chocolate e que chegam a ter problemas sérios por causa disso, a vida vira um inferno - sofre-se muito, não se sabe o que fazer e na quase totalidade das vezes nada é feito pela vontade de não querer enxergar o problema - “…a minha família não tem problemas desse tipo, meus filhos são perfeitos…” - até que chega um “fundo de poço” e a situação fica completamente insustentável, entra-se em desespero total. Isso acontece devido a problemas decorrentes do próprio vício que levaram o dependente a cometer atividades ilícitas, cometendo crimes, ou sua saúde foi mesmo para o “saco”. E agora? O que fazer?

   O que muitos não sabem e que significa uma grande ferramenta, fundamental na recuperação de pessoas que fazem uso de substâncias que lhes trouxeram problemas, são os grupos de auto-ajuda. Assim como as instituições para internação que muitas vezes se fazem necessárias para um início de recuperação mais intensivo, os grupos ajudam tanto o próprio dependente a evitar o contato com drogas ou álcool como também auxiliam os familiares e amigos a lidarem com o problema, a entenderem o dependente químico. De nada adianta internar uma pessoa durante alguns meses se esta mesma não entender seus defeitos de caráter, não souber fazer uma auto-avaliação, enfim, a se conhecer profundamente a ponto de identificar os pontos negativos de sua personalidade para saber o que a faz tomar tais atitudes ao invés de procurar dentro da própria família o alicerce necessário para o seu viver sadio.

   Os grupos ajudam justamente nesse ponto. Ajudam a identificar esses pontos negativos, reeducam além do próprio dependente, pais e amigos no que diz respeito à conduta a tomar junto a eles.

   Não se trata de divulgação. É apenas um esclarecimento que pode ajudar pessoas a descobrirem caminhos de ajuda que muitas vezes estão ocultos em suas vidas.

   Um bom exemplo de descrição da atividade dos grupos assim como experiências vividas por dependentes de drogas e álcool está no livro “Viagem de Volta” de Bernardete Toneto & Leandro Siqueira da Editora Salesiana.
 
 

Autor: Marco Chaddoud
Fonte: WEbsite Diga Não às Drogas
Site relacionado: http://www.diganaoasdrogas.com.br/artigo004.asp


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