Cocaína

7 Outubro 2008  |  Publicado por Editor BRAHA em Cultura das Drogas, Informações Interessantes, Medicina & Saúde


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Aspectos históricos e culturais

É um produto extraído da planta Erythroxylon coca, ou, como é popularmente conhecida, coca ou epadu.

Sendo uma planta tipicamente sul americana, é nativa dos Andes, onde mascar sua folhas, “coquear”, é um habito tradicional que remonta vários séculos. Sua principal função é evitar a sede, a fome e o frio.Podemos encontrar, em algumas sociedades andinas, um valor cultural e mitológico ligado à coca.

 

Em certas sociedades, por exemplo, é aplicada a folha no recém-nascido para secagem do cordão umbilical - que depois é enterrado com as folhas, representando um talismã para o resto da vida do indivíduo. Em certas cerimônias funerais é usada, também, mediante certos rituais, como forma de apaziguar e tranqüilizar os espíritos.

 

O papel sócio-cultural da coca é importante em alguns países andinos. Dois exemplos são o Peru e a Bolívia, onde é consumida também sob a forma de chá, com propriedades medicinais que auxiliam principalmente problemas digestivos. Sua importância é tal que neste primeiro país existe até um órgão do governo encarregado de controlar a qualidade das folhas vendidas no comércio, o “Instituto Peruano da Coca”.

 

Se em alguns países andinos a coca é um bem sócio-cultural, histórica e tradicionalmente importante, em outros países, como no Brasil, é vista como um “mal, algo a ser combatido e exterminado de qualquer maneira”. A lei destes países procura taxar o seu uso como ilícito e a sociedade, em sua maioria, procura estigmatizar seus usuários como “desviantes” ou “marginais”.

 

O uso mais comum nestes casos é sob a forma de sal - o cloridrato de cocaína. É consumida via nasal, ou seja, aspirada, “cheirada”. Por ser uma droga cara, seu uso é dificultado a pessoas de baixa renda.

 

Se o “pó”, como é popularmente conhecido o sal cloridrato de cocaína, é muito caro, favorecendo o seu uso pelas camadas mais altas da sociedade, o uso da coca tornou-se mais acessível à população de baixa renda com o advento do “crack”.

 

Esta é uma forma de uso que surgiu nos Estados Unidos, entre a população negra, e que começou a se difundir no Brasil, principalmente na periferia das grandes cidades. No crack, a substância usada é a pasta básica de coca (”freebasing”, em inglês).

 

A cocaína pode também ser injetada na corrente sangüínea. O “pico” como é conhecida esta forma de uso produz um efeito chamado de “rush” ou “baque”.

 

Efeitos físicos e psíquicos

 

A cocaína provoca sensação de euforia e bem-estar, idéia de grandiosidade, irritabilidade e aumento da atenção a estímulos externos.

 

Com o aumento da dose: reações de pânico, sensação de estar sendo perseguido, às vezes alucinações auditivas e táteis (escutar vozes, sentir sensação de bichos andando pelo corpo). O quadro completo é chamado de “psicose cocaínica”.

 

Intoxicação aguda: em intoxicação com doses mais altas, quadro de síndrome cerebral orgânica (SCO), caracterizado por confusão e desorientação, podendo resultar em lesão cerebral.

 

Efeitos físicos: aumento da pressão arterial e da freqüência cardíaca podendo provocar infarto e arritmias que causam morte súbita. Menciona-se ocorrências de convulsões generalizadas e aumento da temperatura capaz de induzir convulsões. Com a aplicação endovenosa corre-se o risco de contrair-se os vírus do hepatite e da AIDS.

 

Nomes populares: pó, neve, brisola, bright, branquinha, pico, crack, coca, basuko, pedaço etc.

Fonte: Info Drogas


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