Drogas - Independência ou Morte

10 Agosto 2004  |  Publicado por Editor BRAHA em Cultura das Drogas, Para os Jovens


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“Internado em uma clínica de recuperação, o estudante Vinícios, de 24 anos, lembra-se de como começou seu processo de dependência. “Eu ia às festas e procurava beber para poder aproximar-me das garotas”, conta. “Atribuía o meu sucesso às doses a mais.” Pouco tempo depois, no entanto, passou a sentir-se isolado. Seus amigos da escola começaram a fumar maconha e, a partir daí, Vinícios não era mais chamado para festas e churrascos. “Havia duas turmas no colégio: a dos caretas e a dos iniciados”, diz. “Resolvi fazer parte da segunda.”

Na época, Vinícios estudava numa escola de classe média alta do interior de São Paulo. Antes de entrar para a turma dos “iniciados”, submeteu-se a uma espécie de preparação. “Meus amigos falavam-me das tardes ouvindo música, da companhia das meninas: era um apelo irresistível.”

Vinícios passou cerca de um ano consumindo regularmente álcool e maconha. Deixou de freqüentar as aulas e repetiu a 1.ª série do 2.º grau duas vezes. “O maior problema ocorreu quando, em uma festa, usei cocaína pela primeira vez”, recorda. “O pouco controle que ainda restava foi embora.” (Fonte: O Estado de São Paulo)

Pesquisas do Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Escola Paulista de Medicina, feitas com alunos de ensino fundamental e médio, em dez capitais brasileiras, nos anos de 1987,1989 e 1997, mostram que:
- 51.2% dos alunos começaram a beber entre 10 e 12 anos
- 65% dos alunos já tomaram álcool pelo menos uma vez

Em relação aos estudantres que consomem drogas, a Pesquisa revelou que:
- 77,4% consomem álcool
- 11% consomem cigarro
- 7,8% consomem solventes inalados
- 2% consomem calmantes
- 1,8% consomem estimulantes

Pesquisas revelam também a relação entre o uso de drogas legais e ilegais. O consumo de cigarros e álcool aumenta de forma considerável as chances do indivíduo experimentar maconha, cocaína, ecstasy e outras drogas ilícitas. O jovem que não fuma nem bebe, por outro lado, tem pouca probabilidade de se envolver com narcóticos.

Droga é toda e qualquer substância, natural ou sintética que, introduzida no organismo modifica suas funções. Na medicina, medicamentos são denominados drogas. Na linguagem coloquial, droga tem um significado negativo, de coisa ruim, porcaria, : Isso é uma droga”, ou “essa droga não vale nada!”). O termo droga teve origem na palavra droog (holandês antigo) que significa folha seca; isto porque antigamente quase todos os medicamentos eram feitos à base de vegetais. Atualmente, a medicina define droga como sendo: qualquer substância que é capaz de modificar a função dos organismos vivos, resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamento.

Mas o que preocupa a sociedade é o consumo exagerado das drogas que agem sobre o sistema nervoso, modificando nossa maneira de sentir, pensar ou agir, e causando dependência, problemas de saúde e sociais. Estão classificadas em três categorias, conforme sua ação sobre nosso Sistema Nervoso Central:
- Drogas depressoras (álcool, soníferos, ansiolíticos e inalantes ou solventes, como colas, tintas, removedores)
- Estimulantes (remédios contra a fome, cocaína)
- Perturbadoras das atividades mentais (maconha, cogumelo, lírio, LSD, Ecstasy).

Além de ter conseqüências devastadoras na vida de quem a usa, o consumo abusivo de drogas contribui com problemas sociais, como a violência, acidentes de trânsito, crimes. O consumo de drogas ilícitas contribui para com o tráfico de drogas.

Fonte: Educare


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