Desconhecimento e crendices motivam intoxicações mortais

7 Dezembro 2009  |  Publicado por Editor BRAHA em Drogas Psicoativas


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Só uma colheita responsável pode evitar que sejam ingeridos cogumelos tóxicos que podem levar à morte. “As pessoas não podem acreditar em crendices. A melhor maneira de se irem adaptando e saber distinguir os cogumelos comestíveis é sair acompanhado por alguém que conheça bem as espécies e concentrarem-se no reconhecimento de um pequeno número de cogumelos aprendendo as suas características específicas”, aconselhou o Centro de Micologia da Universidade de Lisboa (CMUL), que estuda diversidade dos fungos.

Em Novembro, a ingestão de um cogumelo venenoso provocou a morte a um homem de 47 anos e a uma mulher de 38 ( na mesma semana) e levou ao internamente de pelo menos outras quatro na região Centro. Algumas intoxicações foram provocadas por terem ingerido a espécie mortal Amanita phalloides, informou o Gabinete de Relações Públicas do Hospital da Universidade de Coimbra. Aquela espécie pode ser confundida por possuir características aparentemente semelhantes às de outras espécies .

Além deste tipo de intoxicação, existem mais duas que resultam da ingestão directa de cogumelos silvestres. Uma acontece em pessoas que tenham alergias a algumas espécies de cogumelos. E a outra é provocada quando se ingerem cogumelos que acumularam substâncias poluentes, sobretudo os que são colhidos em regiões poluídas, podendo o seu consumo ser perigoso. Para evitar a última forma de contaminação, o Código Florestal aprovado a 24 de Setembro deste ano pelo decreto-lei n.º 254, no artigo 64.ª, proíbe a colheita de cogumelos silvestres “a menos de 500 metros de instalações industriais que afectem qualquer emissão gasosa, nas bermas de estradas e caminhos e em terrenos onde se exerçam actividades agrícolas em que sejam utilizados químicos de síntese ou actividades pecuárias intensivas”.

Após ingestão de cogumelos em caso de sintomas como perturbações gástricas, vómitos, dores de cabeça, é aconselhável contactar o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), através do número 808250143. No mês passado, aquele serviço atendeu pelo menos 25 pessoas devido a envenenamento de cogumelos.

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1440725


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