O que fazer quando o problema é droga?
7 Outubro 2008 | Publicado por Editor BRAHA em Drogas Psicoativas
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Nós diríamos como o Profeta Isaías: “Criai ânimo, não tenhais medo… os olhos dos cegos se abrirão e se descerrarão os ouvidos dos surdos. O coxo saltará como um cervo e se desatará a língua dos mudos… A terra árida se transformará em lago e a região sedenta, em fontes d’água.”
O primeiro passo é não dramatizar. Encarar a situação como modificável. Ter esperança.
O segundo passo é união dos membros da família: pai e mãe, avós, tios, e outros pessoas de confiança, professores. Ë hora de unir forças. Lamurias, auto mortificações, trocas de acusações, agressividade e violência não ajudam em nada. Os pais nessa hora não podem nem devem se separar. Caso os pais já não vivam juntos, o momento é de re-união, até mesmo se estiverem com outro(a) companheiro(a). O momento é de esquecer mágoas e retomar o papel de pai.
Procure certificar-se de que o fato está efetivamente comprovado, por meio de observação cuidadosa do comportamento de quem se desconfia estar usando drogas. Verificar os sinais corporais, os distúrbios de conduta e o estado de espírito. A mudança de comportamento é um grande sinal. Não vamos nos acomodar e pensar: essa mudança é da adolescência - ou, é tensão do pré vestibular - Cuidado!
Tenha uma conversa franca, sincera e leal com o possível usuário. Procure demonstrar paciência, amor e segurança no que diz. Nada de rótulos como “maconheiro”, “marginal”, “vagabundo”, “drogado”. Nem faça ameaças de expulsão de casa ou interná-lo em clínicas ou hospitais mentais, ou de denunciar seus companheiros. É interessante buscar um grupo de entre-ajuda. Mais tarde, quando outros recursos se esgotarem, o usuário vai ter que escolher entre a sua casa e o ambiente da rua, ou uma internação.
Procure pesquisar e colher as prováveis causas que o levaram às drogas. Com quem anda? O que frequenta? Avaliar na família, sem acusações, qual a participação desta ou daquela pessoa, como facilitadora do processo. Nada de sentimento de culpa, nada de envergonhar-se com a situação de dependência química em sua casa.
Assumir as reuniões de ajuda mútua, mesmo sem a presença do dependente é um dos fatores para o tratamento dele e da própria família.
Autor: Vera Lorenzetti Gelás
Fonte: Grupo Amor Exigente; de Marília, SP
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