GHB: mais uma surpreendente droga

7 Outubro 2008  |  Publicado por Editor BRAHA em Drogas Psicoativas


Imprimir este Post  |  Enviar por E-mail

O GHB ou ácido gama hidroxibutirato é a mais nova substância usada em festas noturnas, chamadas festas “rave” (rave=delírio, entusiasmo). Conhecido como “líquido X” ou “êxtase líquido”, a droga pe facilmente adquirida durante estas festas ou até mesmo pela internet.

A droga já foi usada como anestésico e por fisiculturistas, como alternativa em substituição ao uso de esteróides e atualmente sua utilização passou a ser recreacional. Uma das grandes preocupações da sociedade sobre o consumo é o fato do GHB estar relacionado com atos de violência sexual.

O ácido gama hidroxibutirato e seus produtos de biotransformação, gama butirolactona (GBL) e 1,4 butanodiol (1,4 BD), causam depressão do sistema nervoso central. Doses subanestésicas elevam o nível de dopamina central, provocando um estado de alerta e felicidade e sendo erroneamente comparado ao êxtase (MDMA).

Elevadas doses provocam efeito depressor central. O GHB é uma droga altamente potente, mesmo em pequenas doses pode causar intoxicações intensas. Um dos problemas do uso do GHB está na pequena diferença entre as doses que podem provocar o efeito desejado ou as que causam intoxicações agudas (”overdoses”).

A droga é comercializada no estado liquido, incolor, inodora e de sabor levemente salgado, é usualmente consumida juntamente com bebidas alcoólicas, o que torna o uso extremamente perigoso, pois o etanol potencializa os efeitos depressores do GHB. O início do efeito acontece de 10 a 30 minutos e pode durar de 2 a 5 horas. Como qualquer anestésico, a segurança da droga está diretamente relacionada a cálculos exatos de peso, metabolismo, pressão sanguínea e sensibilidade dados que variam de pessoa para pessoa.

Os sintomas mais freqüentes após a ingestão são: euforia, sedação, diminuição da inibição, vertigens, perda de visão periférica, agitação, inconsciência. Podendo chegar a perda temporária de memória e amnésia.

Os efeitos de doses elevadas são caracterizados por: náusea, vômito, incontinência, distúrbios visuais, ataxia severa, bradicardia, hipotensão, hipotermia, depressão respiratória, delírio, baixo nível de consciência e inconsciência.
Nos Estados Unidos e Europa a droga já está bastante difundida, mas a dificuldade de diagnóstico ainda é grande. Relatos sobre o assunto confirmam que muitas pessoas vêem a óbito antes de chegar ao socorro médico ou chegam inconscientes, além da grande variedade de sintomas e efeitos tóxicos.

Por isso, é de grande importância entre os profissionais de saúde a discussão sobre o GHB, devido à carência de documentação científica e o crescente uso recreacional, além da preocupação da sociedade devido ao destaque dado pela mídia nos últimos meses.


Imprimir este Post  |  Enviar por E-mail

ATENÇÃO: todos os textos publicados no site BRAHA.ORG têm como objetivo servir de fonte de informações técnicas e científicas para consulta e pesquisa de todos aqueles que desejam saber sobre os temas tratados.


Medicina & Saúde »

Políticas de Drogas »

  • EUA: FBI fecha lojas que vendem maconha
    Dez 7, 2011 | Texto completo

    Atualmente há mais lojas vendendo maconha “legal” do que cafeterias de uma famosa rede. Uma equipe de TV conseguiu uma receita para uso de maconha sem comprovar nenhuma doença.

  • Drogas e prevenção: a luta continua
    Nov 30, 2011 | Texto completo

    Segundo a especialista Mina Seinfeld de Carakushansky, a dependência química é uma forma moderna de escravidão, e apenas políticas sérias e equilibradas são capazes de controlar o problema.
    O Relatório Mundial sobre Drogas 2011, divulgado recentemente pela Organização das Nações Unidas em Nova York, mostra que a chamada “guerra contra as drogas” não está perdida. Pelo [...]

  • Ronaldo Laranjeira: “Governo subestima o problema do crack”
    Jun 9, 2011 | Texto completo

    “Achar que a SENAD busca a solução para o crack é uma grande bobagem”, diz Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisas em Álcool e Drogas do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP

Cultura do Meio Ambiente »