Cocaína prejudica células responsáveis pelo prazer

7 Outubro 2008  |  Publicado por Editor BRAHA em Drogas Psicoativas


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O uso repetido de cocaína pode danificar, e até matar, as células do cérebro responsáveis exatamente pela sensação de “barato” experimentada pelos usuários, de acordo com cientistas americanos. A droga afeta as células do centro de prazer do cérebro.

Para os cientistas da Universidade de Michigan e do Sistema de Saúde VA Ann Arbor, no mesmo Estado, as descobertas podem ajudar a explicar o processo do vício e até mesmo levar ao desenvolvimento de drogas contra o hábito.

O estudo também pode ajudar na compreensão de outras doenças que envolvem as mesmas células do cérebro, como a depressão.

Prazer

Os cientistas analisaram amostras de tecido do cérebro de cadáveres de 35 usuários de cocaína e 35 não-usuários.
Eles examinaram a saúde das células nervosas, que liberam uma substância, responsável pela sensação de prazer, a dopamina, que interage com a cocaína. Para isso, mediram a quantidade de dopamina e também de uma proteína chamada VMAT2.
Os níveis das duas substâncias eram menores entre os usuários de cocaína, especialmente os que estiveram deprimidos.

Vontade

“Essa é a evidência mais clara até hoje de que os neurônios que interagem com a cocaína não gostam da droga e são incomodados pelo seu efeito”, disse Karley Little, que coordenou a pesquisa.
Sensações prazeirosas são despertadas pela liberação de dopamina no cérebro, motivando o ser humano a comer, sentir, se reproduzir e também experimentar o efeito de drogas.
A dopamina é uma das responsáveis pela necessidade de repetir experiências prazerosas, o que os cientistas acreditam que pode ajudar a explicar a síndrome de abstinência de viciados.
Na primeira vez em que uma pessoa usa cocaína, a droga bloqueia o processo que manda a dopamina de volta para suas células de origem depois da sensação de prazer.

A substância então constrói um caminho entre as células, enviando sinais de prazer inúmeras vezes, causando o efeito da cocaína.
As células da dopamina morrem ao longo da vida de uma pessoa. O Mal de Parkinson é caracterizado por sérios danos a essas células, causando perda de controle dos movimentos.
O estudo foi publico pela Revista Americana de Psiquiatria.

Fonte: Gazeta do Paraná


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