Prejuízos causados pelo uso abusivo do Ecstasy - Parte II

7 Outubro 2008  |  Publicado por Editor BRAHA em Drogas Psicoativas


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O MDMA inicialmente ganhou popularidade entre os jovens que o consumiam principalmente em danceterias e festas haves (festas animadas por música eletrônica que podem durar até um final de semana inteiro). No entanto, dados recentes têm demonstrado que a população de pessoas que utilizam esta substância está mudando.

 

O estudo epidemiológico realizado na comunidade americana e desenvolvido pelo NIDA (National Institute on Drug Abuse), em 2003, mostrou que o ecstasy tem deixado de ser utilizado em festas e seu uso tem sido evidenciado em uma variedade de ambientes urbanos, suburbanos e rurais, incluindo um uso, especialmente aumentado em ambientes estudantis. O uso desta droga também tem aumentado em diferentes grupos étnicos e etários, por exemplo, em indivíduos não brancos de 20 a 40 anos.

 

O ecstasy tornou-se uma droga popular em função dos efeitos positivos proporcionados pela droga e que duram aproximadamente uma hora após a ingestão de uma única dose.

 

Os principais efeitos do ecstasy incluem:

 

1. Sensação de estimulação mental

2. Empatia com as pessoas

3. Bem-estar físico e emocional

4. Diminuição da ansiedade

5. Aumento da percepção sensorial

 

Alguns usuários referem sintomas desagradáveis como: ansiedade e agitação. Como dito anteriormente, o ecstasy não é uma droga benigna, ele pode produzir uma variedade de efeitos adversos como: náusea, sudorese, calafrio, câimbras musculares, ranger de dentes e visão embaçada.

 

Uma overdose por esta substância também pode ocorrer. Alguns dos sintomas que podem evidenciar este quadro são: hipertensão sanguínea, ataques de pânico, fraqueza, convulsões e perda da consciência.

 

Devido às propriedades estimulantes desta droga e o contexto em que ela geralmente é utilizada, há uma redução significativa da capacidade mental (raciocínio, atenção, concentração, por exemplo) algumas horas após o uso da droga, além de um desgaste físico intenso podendo levar à hipertermia.

 

A hipertermia é um efeito adverso raro, porém grave, e que deve ser tratado em ambiente hospitalar pois pode rapidamente evoluir para degeneração muscular e falha renal. Outros sintomas associados são desidratação, hipertensão e parada cardíaca.

 

Indivíduos que fazem uso moderado do ecstasy apresentam, com freqüência, sintomas de ansiedade, inquietação, irritabilidade e tristeza. Alguns indivíduos também referem ansiedade extrema, impulsividade, agressividade, distúrbios de sono, perda de apetite e diminuição da libido ou da capacidade de sentir prazer na relação sexual.

 

Alguns destes sintomas podem ser conseqüentes da combinação do ecstasy com outras drogas, tais como cocaína, maconha ou impurezas existentes no comprimidos de MDMA.

 

De que maneira o ecstasy atua no Sistema Nervoso Central?

 

O êxtase atua no Sistema Nervosos Central aumentando a atividade de pelo menos três neurotransmissores: serotonina, dopamina e norepinefrina.

 

A serotonina é um neurotransmissor que desempenha um papel importante no regulamento de humor, dor, emoção, apetite, entre outros. O excesso de serotonina liberado pelo ecstasy promove uma elevação temporária do humor, porém, com o passar do tempo, a quantidade disponível desta substância fica reduzida e o indivíduo passa a apresentar tristeza, desânimo e fadiga.

 

Alguns estudos mostraram que indivíduos que fazem uso abusivo do ecstasy podem apresentar sintomas significativos de depressão, déficit de atenção e memória. Fatores como gênero, dosagem, freqüência e intensidade do uso, idade de início para o uso e uso concomitante de outras drogas; além de fatores genéticos e ambientais devem ser levados em consideração ao estudarmos os efeitos do MDMA em humanos.

 

O ecstasy pode causar dependência?

 

Em alguns indivíduos, o ecstasy pode causar dependência. Em uma pesquisa realizada com adolescentes e adultos jovens usuários de ecstasy, 43% da amostra apresentou critérios de dependência para esta substância e 34% da amostra obteve critério para uso abusivo.

 

Entre os critérios de dependência foram relatados:

 

1. Continuidade do uso da droga apesar dos danos físicos e psicológicos causados pela substância.

2. Sintomas de abstinência como: fadiga, perda do apetite, depressão e dificuldade de concentração.

3. Tolerância, ou seja, notar uma diminuição dos efeitos da droga para a mesma dose anteriormente utilizada ou necessitar de doses maiores da droga para obter os mesmo efeitos iniciais.

 

O que podemos fazer para prevenir o uso abusivo do ecstasy?

 

Devido ao contexto social e a maneira com que esta substância atinge os jovens, devemos atentar para que os programas de prevenção voltados ao uso do MDMA incidam sobre os jovens trabalhando suas crenças e reforçando os reais efeitos da droga.

 

As escolas e universidades podem servir como ambientes importantes para a divulgação dos efeitos do uso do ecstasy.

 

A educação e a divulgação de informações sobre o ecstasy são formas eficazes de prevenir o uso abusivo desta substância.

 

Existem tratamentos eficazes para o uso abusivo do ecstasy?

 

Não existe um tratamento específico para o uso abusivo do ecstasy. Os tratamentos mais efetivos para o uso abusivo e dependência de drogas em geral são as terapias cognitivo comportamentais que atuam modificando o comportamento, a maneira de pensar e as expectativas dos pacientes em relação à droga.

 

Não há tratamento farmacológico especifico para este tipo de dependência. Os medicamentos antidepressivos podem ajudar a combater sintomas depressivos freqüentes em usuários de ecstasy que estão abstinentes a pouco tempo.

 

Fonte: Site Álcool e Drogas sem Distorção


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