Trabalho para me drogar. Drogo-me para trabalhar!
7 Outubro 2008 | Publicado por Editor BRAHA em Informações
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Daniela Efeiche Zahr
Um grande problema tem feito parte do dia a dia das empresas no Brasil e no mundo, funcionários que consomem drogas.
Algumas, mas ainda poucas empresas já implantaram os programas de reabilitação para drogadictos, dentro do próprio local de trabalho ou em clínicas de reabilitação. A tendência é que esta atitude das empresas aumente, pois já foi descoberto que a cada dólar investido em programas de reabilitação, tem-se um retorno de sete dólares em forma de aumento de produtividade, diminuição de ausências, melhoria do estado de saúde, relacionamento, etc.
O drama vivido por várias pessoas dentro do ambiente de trabalho passa desde o desprezo dos colegas até a dificuldade de perceber que efetivamente tem um problema crônico que está acabando com sua carreira, família, saúde e auto-estima. A pessoa começa a viver em função da droga e tudo mais passa a ser secundário. Inclusive o risco a vida de várias pessoas como no caso de profissões como motoristas de ônibus e táxis, pilotos de avião, policiais, e muitos outros que nem imaginamos, mas que um descuido pode acabar com a vida da própria pessoa e ainda levar a de outros que não tem nem idéia de que isto poderia acontecer. Então, entendemos que a dimensão desde fato pode ser catastrófica, como cada um de nós pode buscar na memória a história de algum tipo de acidente desta natureza.
O ideal seria se as empresas desenvolvessem programas de prevenção de drogas dentro de suas empresas e que investissem em prevenção fora dela, nas escolas, no bairro onde se aloca, ou se associassem às instituições preparadas para isso. Tanto o programa de prevenção como o de reabilitação têm suas características frustrantes, pois não de trazem uma garantia de que as pessoas não irão se envolver com drogas ou que não retornarão a elas, mas de qualquer maneiras são atividades que estimulam a auto-estima dos indivíduos sem associá-la ao poder mágico e falso das drogas.
Esses dados vão se tornando assustadores quando observamos que um estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde divulgou que 1,5 bilhões de pessoas são alcoólicas em todo o mundo e 55 milhões dependem de drogas. Vemos então, que este problema tem dimensões inimagináveis, se contarmos que boa parte destas pessoas tem famílias, amigos, responsabilidades sociais e pessoais, o número que pessoas envolvidas se torna no mínimo urgente, um trabalho efetivo nesta área.
Poderíamos discursar por horas todos os efeitos colaterais da falta de atenção com o assunto drogas, pois é uma cadeia infindável de relações como o aumento de doenças (AIDS, câncer, problemas respiratórios, degeneração cerebral), de violência, de jogos políticos, jogo financeiro de tráfico e assim por diante.
Temos por obrigação exigir e estimular a prevenção e a reabilitação dentro das empresas e escolas e outras instituições. Afinal o material humano é o mais precioso dentro de uma empresa, apesar da tecnologia ser fundamental ainda assim sempre teremos o ser humano na frente das decisões e nas inter-relações.
Fonte: Website Diga Não às Drogas
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