Uso de anfetamina deixa o cérebro mais lento
7 Outubro 2008 | Publicado por Editor BRAHA em Medicina & Saúde, Para os Profissionais de Saúde
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A equipe de Pesquisadores da Universidade de San Diego, na Califórnia, concluiu que pessoas que usam metanfetamina tinham áreas do cérebro maiores, principalmente áreas ligadas à atenção, motivação e controle de movimentos.
Os usuários também tiveram resultados ruins em testes de funções do cérebro. Se a pessoa pesquisada tivesse o vírus HIV, causador da aids, o problema seria ainda pior, segundo o estudo publicado na Revista Americana de Psiquiatria.
Os pesquisadores estudaram 103 adultos, alguns eram HIV positivos e outros não tinham o vírus e apenas parte dos pesquisados usava a droga. Eles descobriram que entre os que tinham o HIV o volume do cérebro em áreas ligadas ao aprendizado, raciocínio e memória, parecem ter encolhido.
Voluntários
Cada voluntário passou por um exame detalhado do cérebro e completou uma série de testes que examinavam habilidades cognitivas como aprendizado e memória, facilidade de expressão verbal, processamento de informação e habilidades motoras.
Os usuários da droga apresentaram um volume maior no córtex parietal e no gânglio basal do cérebro, enquanto os usuários da droga que tinham o HIV, tinham volumes menores no córtex cerebral, gânglio basal e no hipocampo.
Todas as anormalidades estavam ligadas a performances piores nos testes cognitivos. Segundo os Pesquisadores, estas alterações podem causar problemas no cotidiano do usuário da droga.
“Em uma pessoa portadora do vírus HIV, a falha cognitiva está associada à queda nos níveis de empregabilidade e habilidades vocacionais, dificuldades em tomar medicamentos, queda na capacidade para dirigir veículos e problemas em outras atividades como o gerenciamento de dinheiro”, disse Terry Jernigan, Chefe da Equipe de Pesquisas.
“O impacto da metanfetamina no funcionamento diário do cérebro é menos estudado, mas sabemos que os usuários da droga tem deficiência na habilidade de tomar decisões”, disse Jernigan.
“Este problema pode afetar potencialmente o tratamento e os esforços de prevenção”, acrescentou.
Autor: BBC Brasil
Fonte: OBID - Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas
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