Mortes relacionadas com o consumo de cocaína
7 Outubro 2008 | Publicado por Editor BRAHA em Medicina & Saúde
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Para permitir um melhor entendimento dos riscos para a saúde associados ao consumo de cocaína, bem como dos indicadores de consumo desta substância, é necessário dispor de mais informações sobre as vias de consumo da mesma.
O cloridrato de cocaína (cocaína em pó) é geralmente inalado por via nasal, sendo menos comum o consumo por via endovenosa, enquanto o crack é fumado em cachimbos aquecidos e a cocaína de base é “aspirada” inalando os vapores produzidos quando a substância é aquecida, normalmente numa folha de alumínio colocada sobre uma chama. Há também informações de que, por vezes, a cocaína é fumada num cigarro.
Há também informações de que a cocaína quando associada ao consumo de heroína, é por vezes injetada. O crack é insolúvel e deve ser misturado com um ácido antes de se transformar na sua forma de sal, ativo e solúvel.
Tendências no consumo
É difícil identificar as tendências associadas ao consumo de cocaína no mundo, pois são poucos os levantamentos nacionais efetuadas de forma consistente.
População em geral
O consumo recente de cocaína entre os jovens parece ter aumentado a no Reino Unido, até 2002 , e possivelmente, em menor grau, na Dinamarca, Alemanha, Países Baixos e Espanha. Outros países, nos seus Relatórios Nacionais recentemente apresentados (2001-2003), comunicaram aumentos com base em informações locais ou qualitativas (Grécia, Irlanda, Itália e Áustria).
População estudantil
A Espanha foi o único Estado da União Européia que apresentou novos dados, segundo os quais, se verificou um recente aumento da porcentagem de estudantes de 15-16 anos de idade com experiência ao longo da vida de consumo de cocaína. Esse aumento foi de 4,1% em 2000 para 5,9% em 2002. Na Itália, o aumento não foi na população estudantil dos 15-16 anos, mas sim na população com faixas etárias superiores.
Na Europa, as mortes por intoxicação aguda relacionada com o consumo de cocaína, anfetaminas ou ecstasy são pouco freqüentes.
Contudo, é provável que as estatísticas atualmente disponíveis não dêem uma noção correta do número de mortes relacionadas ao consumo de cocaína, além de existirem diferenças na forma como as informações são fornecidas. Em alguns países, foi detectado uso conjunto de cocaína e opiáceos em elevada porcentagem de mortes relacionadas ao consumo de drogas (Portugal 22%, Espanha 46%).
Os índices em outros países devem ser tão elevados quanto estes, só que, quando se constata a presença de opiáceos, os sistemas de informação atribuem as mortes unicamente a estas substâncias. No Reino Unido, o número de “menções” de cocaína em certificados de óbito foi 8 vezes maior no período de 1993 a 2001.
Nos Países Baixos, o número de mortes atribuídas à cocaína aumentou de dois casos, em 1994, para 26, em 2001. A proporção de mortes relacionadas ao consumo de drogas atribuíveis unicamente à cocaína varia entre 1% e 10%, embora os valores absolutos sejam baixos.
A cocaína pode contribuir de modo considerável para a ocorrência de mortes devido a problemas cardiovasculares (arritmias, infarto do miocárdio, hemorragias cerebrais), sobretudo em consumidores com predisposição (por exemplo, aneurisma cerebral ou defeitos cardíacos sem sintomas, anomalias cardíacas sem sintomas clínicos). Grande parte destes casos pode passar despercebida por desconhecimento da situação e/ou devido a diferenças nas circunstâncias sociais das vítimas comparativamente aos consumidores de opiáceos.
Uma indicação dos potenciais riscos associados ao consumo de cocaína pode ser percebido na Europa, onde, no período de 1999-2001, a cocaína foi mencionada em 44-49% das admissões hospitalares de emergência resultantes de reações agudas. Na maioria dos casos, a cocaína foi fumada ou injetada. Em Barcelona, a coleta de dados sobre emergências hospitalares nos principais hospitais da cidade permite traçar um panorama abrangente das admissões hospitalares conseqüente aos efeitos relacionados À substâncias psicoativas.
Dentre os problemas diretamente associados à cocaína devemos ressaltar o uso de fenacetina (substância adulteradora encontrada em amostras de cocaína) que representa um risco sanitário suplementar. Esta mistura está associada a perturbações do fígado, rins e do sangue.
Fonte: Site Álcool e Drogas sem Distorção (www.einstein.br/alcooledrogas) / Programa Álcool e Drogas (PA)
Site relacionado: http://72.21.62.210/alcooledrogas/atualizacoes/as_239.htm
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