Alcoólicos Anônimos celebram 74 anos de existência

16 Junho 2009  |  Publicado por Editor BRAHA em Notícias


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Presente no Brasil desde 1947, a origem dos grupos de Alcoólicos Anônimos (AA) remonta ao ano de 1935, quando um corretor da Bolsa de Nova York e um médico do estado americano de Ohio passaram a se reunir com frequência para compartilhar suas experiências com o alcoolismo, na busca de um caminho para se livrarem do vício. Logo, ambos perceberam que poderiam extender aquela experiência a mais pessoas.

Dessa experiência nasceu uma entidade que hoje está presente em cerca de 180 países, dividida em 110 mil grupos, e cujo exemplo se multiplicou em outras iniciativas, como os Narcóticos Anônimos (NA).

No Brasil, funcionam hoje seis mil unidades do AA, atendendo a um incontável número de dependentes de álcool. Os AA não são ligados a nenhuma religião, seita ou facção política, embora muitas igrejas apóiem os grupos emprestando salas para os encontros. Nestas reuniões, homens e mulheres de todas as idades trocam experiências sobre o vício e encontram juntos maneiras de superar as dificuldades e vencer a dependência.

Os famosos “Doze Passos” são a base do tratamento nos AA de todo o mundo e já foram adaptados para o combate à dependência de drogas, jogos e até da dependência sexual:

1. Admitimos que éramos impotentes perante o álcool – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.
2. Viemos a acreditar que um Poder superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade.
3. Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos.
4. Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.
5. Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas.
6. Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.
7. Humildemente rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições.
8. Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.
9. Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-lo significasse prejudicá-las ou a outrem.
10. Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.
11. Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós, e forças para realizar essa vontade.
12. Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a esses Passos, procuramos transmitir essa mensagem aos alcóolicos e praticar esses princípios em todas as nossas atividades.


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