Rio ganha centro de convivência para dependentes de crack
17 Dezembro 2009 | Publicado por Editor BRAHA em Notícias
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Espaço vai atender menores de 18 anos. Usuário terá direito a banho, corte de cabelo e toda a assistência.
Será inaugurado na tarde desta quarta-feira (16) o primeiro espaço de convivência para jovens dependentes de crack, em Manguinhos, no subúrbio do Rio. O local vai oferecer atendimento a jovens que são vítimas da droga.
“O jovem será trazido para cá, tomará banho, colocará uma roupa nova, cortará o cabelo, se alimentará, terá jogos de que ele poderá participar, oficinas, terapia, teatro”, explica o secretário municipal de Assistência Social, Fernando Willian.
Pela manhã, foram feitos os últimos preparativos para a inauguração. A Embaixada da Liberdade Vianinha vai oferecer atendimento psicológico e social a jovens menores de 18 anos, dependentes de drogas, em especial o crack.
Também nesta quarta, o Ministério da Saúde lança, em todo país, uma campanha de alerta e prevenção do uso de crack. No Rio, o espaço também poderá encaminhar jovens para os centros de tratamento. A cidade tem três unidades para atender crianças e jovens.
Segundo a prefeitura, a região de Manguinhos é uma das áreas onde há maior concentração de usuários de crack na cidade. Por isso, um centro de atendimento foi montado estrategicamente com grafite. O lado de fora descreve exatamente a esperança de quem vai estar lá dentro: paz, vida e liberdade.
“Eles vão vir espontaneamente, vão ter um atendimento de qualidade, a gente tem essa conversa com eles na rua. Agora eles vão ter um espaço de acolhida. A gente quer que eles sonhem. A gente quer despertar neles essa vontade de viver”, conta a coordenadora do centro de convivência, Conceição Monteiro.
A casa de convivência chama-se Vianinha, em homenagem ao dramaturgo Oduvaldo Viana Filho, criador de “A Grande Família”.
O comentarista do RJTV Rodrigo Pimentel explica que o usuário de crack torna-se um indivíduo marginal à sociedade muito rapidamente. “Ele perde seus laços familiares, tem uma vida completamente à parte da vida habitual, e fica vivendo junto às comunidades, as chamadas cracolândias”, diz o comentarista.
Ele acrescenta que, na década de 90, quando o preço da cocaína caiu muito no mercado doméstico, os donos das favelas resolveram vender o crack por conta própria, para aumentar a lucratividade, criando assim as cracolândias.
O comentarista Luís Fernando explica que o crack é uma droga que tem a capacidade de tornar o indivíduo viciado muito rapidamente.
“O crack é um produto que fica no meio do caminho da produção da cocaína. Não é feita a filtragem para tirar a amônia. Então, ele ainda tem outros componentes químicos associados à cocaína, que torna mais perigoso ainda”, descreve o comentarista.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1417295-5606,00-MANGUINHOS+GANHA+CENTRO+DE+CONVIVENCIA+PARA+DEPENDENTES+DE+CRACK+NESTA+QUAR.html
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