Pindamonhangaba realiza campanha de combate ao crack
21 Fevereiro 2010 | Publicado por Editor BRAHA em Notícias
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A Secretaria de Saúde e Assistência Social de Pindamonhangaba, por meio do Departamento de Riscos e Agravos à Saúde, deu início à Campanha de Combate ao Crack no carnaval. A campanha é do Governo Federal, tendo sido operacionalizada pelo município, na reprodução e distribuição do material criado pelo Ministério da Saúde. Uma equipe da Secretaria de Saúde (Infectologia), jovens do Projeto Vem Ser e AMP (Adolescentes Multiplicadores de Pindamonhangaba) abordaram os foliões e distribuíram os folhetos.
Débora Sóglio, gerente do Núcleo de Educação, Saúde e Qualidade de Vida de Pindamonhangaba, conta que o crack é uma droga que tem consumo crescente no país, assim sendo, o Ministério da Saúde desenvolveu um material informativo para a população conscientizando dos riscos e perigos; dos problemas sociais e agravos à saúde.
O Ministério da Saúde preconiza que quanto melhor informadas, mais longe as pessoas ficarão das drogas. A idéia primordial é divulgar o conhecimento para evitar o uso do crack. Débora salienta que a campanha de prevenção é feita o ano todo e que o Departamento de Riscos e Agravos à Saúde aproveitou o carnaval devido à aglomeração de jovens.
A previsão da gerente é que daqui a dois meses sejam realizadas ações em escolas municipais, estaduais e feita campanha no centro da cidade, além do envolvimento de ONGs.
O Ministério da Saúde lançou a Campanha Nacional de Alerta e Prevenção do Uso de Crack no dia 16 de dezembro de 2009. A iniciativa é inédita para prevenir o consumo da droga, que é derivada da cocaína e possui alto grau de dependência. O slogan é “Nunca experimente o crack, ele causa dependência e mata”.
A droga é derivada das sobras do refino da cocaína e geralmente é vendida em pedras. Nenhuma outra substância ilícita vendida no país tem semelhante poder de dependência.
O Ministério da Saúde informa que a droga surgiu nos Estados Unidos na década de 1980, o primeiro relato de uso no Brasil data de 1989. Desde essa data, o consumo da substância vem crescendo, principalmente nos últimos cinco anos. Um dos motivos é que o território brasileiro serve de rota para o tráfico internacional. A situação de vulnerabilidade social de muitos jovens e de moradores de rua, como a falta de moradia, também contribui para a disseminação da droga. Os consumidores de crack são expostos a riscos sociais e a diversas formas de violência. Geralmente, quando os efeitos da droga diminuem no organismo da pessoa, ela sente sintomas de depressão e tem sensação de perseguição. Outros sintomas comuns são: desnutrição, rachadura nos lábios, sangramento na gengiva e corrosão dos dentes; tosse, lesões respiratórias e maior risco para contrair o vírus HIV e hepatites.
Fonte: Agoravale
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