A Liberdade e o Tóxico

30 Setembro 2003  |  Publicado por Editor BRAHA em Atualidades


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Por: Dr. Içami Tiba

Quem experimenta tóxicos sabendo que faz mal à saúde, não se sente livre. Quem é livre não precisa experimentar tóxicos. A “liberdade” que se consegue através do tóxico é a sensação de euforia química e não a verdadeira alegria da alma. Confundi-las é nunca ter sentido na alma a alegria de viver. Esta é construtiva e afasta tudo o que lhe possa fazer mal.

“Fazer o que quer” ou “fazer o que nunca fez” sob o efeito do tóxico está longe de ser um comportamento natural pois os tóxicos alteram os níveis de consciência e distorcem a autocrítica. Quando voltam ao estado psíquico normal são comuns a vergonha e o arrependimento sobre o que fizeram enquanto drogados.

Gargalhar sob estímulo de tóxicos significa o choro da própria alma. Onde foi parar aquela gargalhada que quando criança vinha espontaneamente, lá do fundo, contagiando todos à sua volta? A hilaridade do tóxico é irreal e inadequada que provoca silenciosas lágrimas nas pessoas que o amam.

A verdadeira liberdade permite aprender com a experiência alheia, confiando nas pessoas, não tendo que repetir os erros que outros já cometeram ou não precisando experimentar tudo quanto a humanidade passou para chegar ao que é hoje. O tóxico submete o usuário a desconfiar das pessoas e a descrer nos fatos, tornando-o inseguro e insatisfeito. Assim, a droga leva a pessoa à obrigatoriedade (e não liberdade) de ter que usá-la para chegar às suas conclusões que nem sempre são reais e verdadeiras.

A verdadeira liberdade é compartilhar tanto da alegria como da tristeza dos seus semelhantes, sem se sentir ameaçado, envergonhado ou diminuído. A auto-estima, a humildade, a generosidade, o proteger (a si e ao próximo), o não se expor aos tóxicos garantem a integridade da liberdade pessoal. O tóxico isola o drogado, não permitindo que as pessoas cheguem até ele, impossibilitando-o de chegar às pessoas.
Forma uma cerca que o aprisiona numa angustiante solidão.

A verdadeira liberdade é entregar-se para crescer, é frustrar-se sem se perder, é divertir-se sendo o que é, é fazer o que quiser, quando e como bem lhe aprouver. O tóxico congela o crescimento, trocando suas dores com falsos e efêmeros prazeres, enquanto escraviza a sua alma e definha o seu corpo.

LIBERDADE É AMOR…
…TÓXICO É DOR!

Autor: Dr. Içami Tiba
Fonte: Texto retirado do livro Amor, Felicidade & Cia

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