Queremos Uma Futura Geração de Zumbís?

7 Outubro 2008  |  Publicado por Editor BRAHA em Prevenção de Drogas


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Marcos L. Susskind

 

Tenho muita raiva e vergonha da forma como alguns de nossos poderosos utilizam suas posições, sua influência e seu amplo acesso à mídia para defender a legalização das drogas. Nosso país vai rapidamente montando um golpe imenso na luta pela prevenção ao uso de drogas. Os partidários da legalização estão tomando o poder – no Ministério da Justiça e em algumas Universidades, na pasta da Saúde e até em postos-chave da Educação.

 

Estes poderosos falam em ‘Redução de Danos’ quando o que fazem é jogar a toalha na luta pela prevenção. Seu argumento diz que não devemos buscar reduzir uso de droga através de leis. Dizem eles que devemos aceitar que o uso de droga é “fato da vida” e que devemos buscar reduzir o dano que elas causam. Eles colocam o foco no adulto usuário, buscando uma forma de uso “menos danoso”- mas não é esta a questão. A verdadeira questão não está em reduzir o dano aos adultos e sim evitar que nossas crianças sejam futuros adultos usuários de drogas.

 

Nosso objetivo é evitar que nossos filhos se iniciem nas drogas – e, como conseqüência, abandonem as escolas, passem a roubar, a se prostituir e se tornem ameaças à sociedade porque têm de alimentar seu vício. O objetivo da “redução de danos” parece ser o de manter os usuários indefinidamente na droga - de certa maneira, ‘menos vulneráveis’. No passado, os usuários de drogas estavam nas camadas mais degradadas da sociedade, eram vistos como sujos e promíscuos. Com o tempo as drogas entraram nas Universidades, depois no Colegial e hoje são encontradas cada vez mais nas classes escolares do ensino fundamental.

 

Mas temos de nos perguntar qual é a validade de manter o viciado permanentemente viciado? É necessário que homens e mulheres sérios questionem o quê está por trás da luta de alguns médicos da UNIFESP (Ex Escola Paulista de Medicina) em sua ardente defesa da “descriminalização”, um eufemismo para legalização. Será que a poderosa e milionária Fundação Lindsmith não está ajudando estes médicos? Eu não tenho a resposta, mas não abdico da pergunta. Afinal, será que você gostaria que sua mãe fosse operada do coração por um médico que acaba de fumar uns dois baseados para se acalmar? Você gostaria de entrar num ônibus para o interior onde o motorista cheira uma carreirinha para ficar bem desperto? E aceitaria que o piloto de seu vôo se injetasse “umazinha”?

 

Alguns destes “promotores de danos”- é exatamente isto o que são – promotores de dano, nunca citam o pavoroso efeito da maconha no cérebro, o estrago que faz, a crise de motivação que gera, nem sequer o fato de que é comprovadamente um dos elementos que pode causar a esquizofrenia. Todos os países que buscaram liberalizar suas leis de consumo de drogas, sofreram. Nenhum deles reduziu o consumo – ao contrário, houve significativo aumento da demanda por drogas, tráfico ilícito, fabricação e até cultivo de drogas. A Holanda e a Suíça tornaram-se fornecedores de narcóticos e de psicotrópicos ao mundo inteiro. Isto é parte da tese de Herbert Schaepe, Secretário do INCB, o mais bem informado escritório sobre Narcóticos! Na semana passada, seis “turistas” foram presos em S. Paulo com mais de 50.000 pontos de LSD trazidos da Holanda. Deu em todos os jornais.

 

Eu estive em Vancouver, Canadá, há menos de um ano. A área liberalizada para consumo se degradou profundamente. Quase todas as lojas estão vazias, com placas de “aluga-se”. As lojas ocupadas são centros de consumo de drogas. Não existe imóvel ocupado por família e o cheiro de urina permeia por todas as ruas do bairro deteriorado. O Instituto Nacional Holandês para Saúde Pública e Ambiente afirma que o uso de drogas entre alunos Holandeses de segundo grau aumentou mais de 30% nos últimos dez anos. São os anos da “liberalização do uso”. ‘Cresceu o uso de maconha e de cocaína’, disse Hans Koopmans Dordrecht. ‘O problema principal da liberalização é que não conseguimos convencer os jovens que drogas, especialmente a maconha, são perigosas’.

 

‘A idéia que uma vez que a criminalização não funcionou então devemos legalizar é realmente muito ingênua. Acaba por produzir muito mais viciados.’

 

Dante, na Divina Comédia, diz que “o inferno tem uma área dedicada àqueles que, quando confrontados com uma decisão moral, se recusaram a tomar partido”. Eu já tomei o meu partido. Conclamo você, meu leitor, a juntar-se a mim. Em nome da imensa maioria deste país que não consome drogas, vamos evitar a legalização que beneficia a minoria e leva pavor a todos!!!

 

Marcos L. Susskind é presidente da JACS-Brasil


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