Como Reconhecer o Envolvimento com a Maconha
7 Outubro 2008 | Publicado por Editor BRAHA em Prevenção de Drogas
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Para os pais que não querem brincar de avestruz, a Dra Ingrid Lantner, pediatra e expert no uso de maconha entre adolescentes, apresenta os sintomas comuns aos jovens usuários crônicos de maconha: olhos vermelhos (freqüentemente “tratados” com colírios que podem ser uma pista que ele usa maconha), fadiga constante, falta de motivos para irritabilidade e para se isolar (a chamada síndrome do “não me amola”), deixar de preocupar-se com tudo (a síndrome do “ser-excluído” resultando em notas baixas na escola, mudanças de humor abruptas e inexplicáveis, atritos crescentes com família e amigos, sentimentos de paranóia, incapacidade para se concentrar e perda de memória de curto prazo, fala inexpressiva, no mesmo tom, falta de interesse com cuidados pessoais e aparência, aumentos das dificuldades de vencer pequenas infecções, tosse, respirar ofegante ou asmático, dores no peito, assaduras na pele, ciclo menstrual irregular, sensação de tempo distorcida (quando se pede que levante uma mão em 60 segundos ou menos) e, claro que, habilidade de dirigir prejudicada.
É importante para os pais perceber que, ao contrário do usuário de álcool, a maioria de jovens usuários de maconha são capazes de “se recuperar de estar alto” e agir normalmente quando os pais estão por perto. Por isso muitos pais de jovens usuários crônicos podem ficar vários anos sem perceber este fato.
Também, nas palavras de Dr. Dean Parmelee, diretor do Serviços a Adolesentes Internados no Charles Rio Hospital, um curso afiliado à Escola de Medicina da Universidade de Boston:
“Alguns jovens mostram alguns sintomas de uso crônico de maconha; alguns mostram outros sintomas. E alguns jovens brilhantes com personalidades marcantes parecem conseguir manter suas notas e atividades durante alguns ano - embora gradualmente todos os usuários, tanto jovens como adultos, comprometem seu potencial, suas atividades e seus estilos de vida”.
Em outras palavras, seus adolescentes podem não ter nenhum sintoma aparente de deterioração causada pela maconha. Fora em uma área. Dirigir. Não interessa o quanto eles agüentam, se ajustam ou conseguem se manter “bem” em outras áreas usando sua maconha, no entanto há mais de 70 pesquisas mostrando que a dificuldade motora para dirigir gerada pelo uso da maconha permanece. E estas dificuldades motoras têm total relação com a dose usada. Quanto mais a pessoa fuma e quanto mais potente a maconha, piores são as deteriorações motoras.
Fonte: JACS Brasil
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