Projeto ensina a prevenir uso de drogas nas escolas

12 Janeiro 2005  |  Publicado por Editor BRAHA em Prevenção de Drogas


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Os cerca de cinco mil professores da rede pública de educação básica de todo o país que fizeram o curso a distância Prevenção do uso Indevido de Drogas nas Escolas, entre 23 de agosto e 6 de dezembro do ano passado, têm prazo até o dia 17 para apresentar, aos tutores, os projetos de conclusão, que são construídos por grupos de cinco professores, de cada uma das 970 escolas que participaram da experiência-piloto.

 

Organizado pela Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC) e transmitido pela TV Escola, o curso foi realizado em parceria com a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), do Gabinete Institucional da Presidência da República, a Universidade de Brasília (UnB) e a Embaixada dos Estados Unidos. Com duração de 40 horas, teve como público-alvo os professores de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e do ensino médio das redes públicas municipais e estaduais.

 

Na avaliação da coordenadora de Educação Básica da Seed, Ângela Martins, o curso foi “um sucesso entre professores, diretores, ONGs e a sociedade desde o começo”. Após o projeto-piloto ser avaliado pelo MEC e seus parceiros, diz, a Seed deverá oferecer um novo curso no segundo semestre deste ano. A meta de 2005 é ampliar para 30 mil o número de vagas.

 

Para a coordenadora da parte de conteúdo do curso e professora da Faculdade de Educação da UnB, Fátima Sudbrack, uma das conseqüências que a experiência deve produzir será levar o estudo do uso indevido de drogas para o processo de formação dos professores. Ela vai sugerir que a faculdade desenvolva um projeto nos cursos de formação de professores da instituição com cartilhas e vídeos do curso, já que o tema não faz parte do currículo. “Pode ser com oficinas ou extensão. Está claro que os educadores precisam estar preparados para atender a essa demanda na escola”, explica.

 

Cartilhas e 16 vídeos constituem os materiais do curso. Mas os cinco mil professores que participaram da iniciativa foram apoiados por 50 tutores contratados pela UnB. Eles tiraram dúvidas e auxiliaram na construção do projeto final do curso que deverá ser desenvolvido pela escola em 2005. Os professores aprenderam a tratar o tema de forma interativa com os jovens e como integrar a família com a comunidade que vive perto da escola.

 

Avaliação – Até 20 de janeiro, a UnB deverá entregar ao MEC um relatório sobre os trabalhos e sugestões de mudanças para as próximas edições do curso. Entre elas, Fátima Sudbrack adianta a proposta de confecção de CDs, vídeos e fitas em VHS com o conteúdo do curso para facilitar o acesso de professores que não ficariam tão dependentes das aulas da TV Escola. Ela vai propor ao MEC um seminário para apresentar o relatório e ampliar o debate sobre a experiência.

 

Site relacionado: http://www.mec.gov.br/acs/asp/noticias/noticiasId.asp?Id=7878


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