As drogas lícitas podem nos ensinar algo?

17 Janeiro 2005  |  Publicado por Editor BRAHA em Prevenção de Drogas


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Os problemas que prevalecem entre os jovens no que se refere à saúde são um misto de fatores psicossociais, sexuais e ligados à violência e às drogas. Pesquisa do Ministério da Saúde feita em parceria com o Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua, em 2002, mostrou que as drogas mais utilizadas por esses jovens eram álcool, maconha e cola. Em seguida vinham cocaína, crack e drogas injetáveis. A estimativa é de que existam 800 mil usuários de drogas injetáveis no País, a maioria jovens com idade entre 18 e 30 anos.

 

Outras dificuldades enfrentadas pelos jovens brasileiros são a gravidez na adolescência, abortos e a Aids. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, entre 1980 e 2000, o índice de gravidez na adolescência na faixa de 15 a 19 anos aumentou em 15%. Aproximadamente 700 mil meninas de 10 a 19 anos tornam-se mães todos os anos.

 

Outras 150 adolescentes são internadas, todos os dias, por abortos provocados. Em relação à Aids, de 1980 a 2002, foram registrados mais de 5,5 mil casos em adolescentes de 13 a 19 anos. As meninas representam 63% dos infectados pelo HIV. As principais metas do Plano Nacional de Juventude para a área de saúde são as seguintes:

 

- criar espaços para atendimento dos jovens nas unidades de saúde, em horários compatíveis com o trabalho e a escola;

- incentivar o trabalho conjunto da escola com a família para prevenir os agravos à saúde dos jovens.

 

Em relação à sexualidade:

 

- ampliar programas de saúde reprodutiva e prevenção da gravidez precoce;

- implementar um serviço público de informação ao jovem, por telefone, sobre saúde, sexualidade e dependência química;

- criar programas que amparem os jovens vítimas de abuso sexual.

 

Em relação ao uso de drogas:

 

- garantir a destinação de recursos para a Secretaria Nacional Anti-Drogas;

- estimular professores e profissionais de saúde a identificar a ingestão abusiva e a dependência de álcool;

- rever a legislação sobre bebidas alcoólicas e inserir a cerveja nessa relação, restringindo sua propaganda em horário nobre;

- articular as instâncias de Saúde e Justiça no enfrentamento das drogas;

- aumentar a tributação sobre as drogas lícitas, revertendo a arrecadação para programas de combate ao uso de todas as drogas;

- tornar mais rígida a restrição do uso de esteróides anabolizantes, permitindo seu uso apenas sob controle médico rigoroso.

 

Site relacionado:  http://verdesmares.globo.com/plantao/noticia.asp?codigo=109318&modulo=182


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